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sábado, 15 de junho de 2013

A Greve vem ganhando força e novo manifesto é realizado em Jaru



Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado de Rondônia (Sintero) – Regional Centro 1 – realizou nesta quinta-feira (13) mais um grande movimento grevista em Jaru. O ato público teve início por volta das 7h30 com a concentração na Praça Municipal e contou com a participação de servidores em Educação do Estado que atuam em Jaru, Governador Jorge Teixeira,Machadinho  e Ariquemes, agentes penitenciários, servidores do Tribunal de Justiça de Rondônia e servidores públicos municipais.

Da praça os manifestantes, que protestam contra a postura do governo do estado e do executivo municipal de não negociarem o atendimento das reivindicações das categorias, foram à escola Olga Dellaia pedir apoio dos servidores daquela unidade de ensino que não teria aderido à greve, mas foram retirados por homens da Polícia Militar. Eles seguiram para a BR-364, tendo fechado o tráfego de veículos na rodovia federal por alguns minutos. Em seguida os grevistas seguiram em passeata pela avenida Padre Adolpho Rohl e realizaram novo manifesto em frente à Prefeitura Municipal de Jaru, onde expressaram as reivindicações dos servidores do Município, que entraram em greve desde a última semana pedindo reposição salarial e outros benefícios para a classe.

Em seguida o grupo de manifestante, que vem ganhando força a cada ato público, seguiu para a sede da Secretaria de Estado da Educação (Seduc), onde novamente expuseram suas reivindicações, desta vez ao Governo do Estado.   

Os trabalhadores em educação estaduais estão em greve há 25 dias em protesto contra a falta de política salarial e a falta de política para a educação na administração do governador Confúcio Moura. A categoria não aceita ficar sem a revisão salarial anual garantida pela Constituição Federal.

A Direção do Sintero reclama que o governo do estado se nega a negociar a pauta de reivindicações alegando que não há recursos. A diretora da Regional Centro 1, Sebastiana Soares Pereira da Costa, reclamou da atitude da Prefeitura Municipal que proibiu a participação de veículos de sonorização da cidade de participar de movimentos grevistas, sobre pena de terem a licença caçada. Um carro de som de Ariquemes teve que ser contratado para apoiar o movimento em Jaru.

A greve dos trabalhadores em educação continua e na próxima semana novas caravanas de trabalhadores em educação de todo o Estado deverão desembarcar em Porto Velho, onde também poderão montar acampamento para cobrar do governo uma resposta à pauta de reivindicações condizente com as necessidades da categoria.

Obs.: Enviado pelo Prof. Eduardo, representante do Sintero, em NBO-RO.

Trabalhadores em educação, em greve, interditam o Trevo do Roque por uma hora



A interdição do trânsito nas obras do Trevo do Roque, em Porto Velho, durante uma hora (das 10 às 11h) nesta quinta-feira, foi a forma encontrada pelos trabalhadores em educação estaduais de Rondônia e municipais de Porto Velho, para protestarem contra a postura do governo do estado e da prefeitura, de não negociarem o atendimento das reivindicações das categorias.
A manifestação teve o apoio e a participação de estudantes de escolas públicas, que reclamam da falta de qualidade do ensino público.
Os trabalhadores em educação da rede municipal estão em greve há quase 40 dias devido à intransigência do prefeito Mauro Nazif, que se recusa a utilizar os recursos próprios da educação para negociar o atendimento das reivindicações da categoria.
Professores, técnicos e demais servidores da educação do município de Porto Velho estão entre os servidores que recebem os piores salários devido ao acúmulo de perdas históricas. A revolta da categoria é porque o prefeito Mauro Nazif, quando candidato, reafirmou diversas vezes que o município tem recursos para valorizar a educação, e o que faltava era gestão.
O Sintero já mostrou que é possível atender parte das reivindicações através dos recursos de custeio da educação.
Já os trabalhadores em educação estaduais estão em greve há 25 dias, em protesto contra a falta de política salarial e a falta de política para a educação na administração do governador Confúcio Moura. A categoria não aceita ficar sem a revisão salarial anual garantida pela Constituição Federal.
O governo do estado se nega a negociar a pauta de reivindicações alegando que não há recursos, quando, na verdade, é verificado diariamente através das notícias veiculadas pelos meios de comunicação, que o dinheiro público está se esvaindo pelos diversos ralos existentes na Seduc e nos demais setores do governo.
Um exemplo de ralo do dinheiro público e que revolta os trabalhadores em educação, é o festival de cargos comissionados, com a contratação de milhares de pessoas sem concurso público com altos salários através dos CDSs.
Outro ralo denunciado em público são os contratos com empresas terceirizadas, como as empresas de vigilância, cujo valor saltou de R$ 17 milhões para R$ 58 milhões no atual governo.
“A interdição do trânsito no Trevo do Roque significa a revolta dos trabalhadores em educação e da população em geral, com o descaso da administração pública com os serviços públicos”, disse Manoel Rodrigues, presidente do Sintero.
“Esses elefantes brancos que chamam de viadutos são o símbolo do descaso.dos nossos governantes com o povo de Rondônia. A prefeitura deveria devolver essas obras ao DNIT. E o governo do estado não se movimenta um milímetro para prestar serviços públicos de qualidade. A nossa população está abandonada pelo governo do estado e pela prefeitura”, desabafou o presidente do Sintero.
Os grevistas da educação manifestaram apoio aos comerciantes e trabalhadores da região do Trevo do Roque e Rua da Beira, que da mesma forma, sofrem com o caos do descaso.
A greve dos trabalhadores em educação continua nesta sexta-feira com concentração dos municipais em frente à prefeitura, e dos estaduais na Praça do Palácio do Governo. Novas formas de protestos serão discutidas, a exemplo das manifestações que foram realizadas nesta quinta-feira no interior do Estado.
Trabalhadores em educação estaduais de vários municípios se reuniram simultaneamente em Jaru, Ji-Paraná e Vilhena, onde foram realizados vários protestos.
Na próxima semana novas caravanas de trabalhadores em educação de todo o Estado deverão desembarcar em Porto Velho, onde também poderão montar acampamento para cobrar do governo uma resposta à pauta de reivindicações, condizente com as necessidades da categoria.

Obs.: Enviado pelo Prof. Eduardo José, representante do Sintero, em Nova Brasilândia D'Oeste-RO.